Internet

novembro 13, 2010 at 0:46 (Ensaios & Reflexões)

Venho aqui, publico meus textos, satisfaço os desejos de um curioso e liquido a espera de um emissor de mensagens, cuja ânsia maior é a de receber respostas. Checo isso, confiro aquilo, acesso acolá – tudo simultânea e rapidamente.

Por conta das circunstâncias, fico imerso neste ambiente de checagens por volta de quatro horas ao dia. Ora endireito a coluna, para evitar a curvatura excessiva, empertigo-a defronte à máquina.

Pouso as mãos no colo do robô, batuco-o, incorporo-o. A datilografia é apressada; os cliques, ansiosos.

Colegas fazem o mesmo, cada um a sua maneira, todos concentrados e absortos. Alguns mais obcecados pelas visões interativas, outros menos preocupados. Em geral, todos parecem tirar proveito da navegação.

No mar virtual, não se pode mergulhar nem cortar ondas por baixo. Porém pode-se, isso sim, manipular a superfície luminosa com o auxílio de uma ferramenta que se assemelha a um rato. A coisa se mostra bastante irreal quando analisada de perto.

É possível gastar-se horas, até dias, deslizando na superfície deste mar. Enquanto isso, os minutos digitais da vida real podem ser vistos passando, infinitamente, no canto  inferior direito da tela.

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