AO SEMELHANTE

janeiro 27, 2010 at 5:56 (Poesia)

Talvez você já tenha me visto
No semblante de um arquiinimigo
Viu-me num relâmpago forte
Na criatura de seu próprio umbigo

Talvez em 60, e seus idos
Você tenha me visto dentre
Aqueles colegas bem vindos
Tão vivos pareciam sempre

No protesto violento, de 70
No marasmo calmo da infância
Ou na adolescência confusa
Em tempo de esperança

Talvez você tenha me visto
E eu disfarçado de Coelho
Da Alice, o vi como um cisto
Tudo através do espelho

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